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Como Hermione

Como Hermione

Últimas Aquisições de 2021

14.01.22 | A Miúda

     E pronto, mais um Natal que se foi e um novo ano que chegou! Esta não é das minhas épocas favoritas, mas ainda assim, gosto da ideia de um novo começo, ainda que isso possa acontecer em qualquer altura do ano, assim haja vontade. 

     Muita coisa aconteceu em 2021, uma delas foi o “nascimento” desta página! Com a pandemia, as aulas à distância e um curso para terminar, este blogue ajudou-me a distrair de todas as confusões e stresses que foram acontecendo fora do ecrã. E para quem foi acompanhando o Como Hermione ao longo do ano que passou, muito obrigada! Obrigada e espero que continuem por aqui em 2022!

 

     Dezembro foi um bom mês, no que a livros diz respeito. Não que tenha lido muitos, nada disso, mas consegui comprar alguns que queria, há já algum tempo! Um deles, por sugestão de alguém que também anda pela sapolândia

 

     A publicação de hoje também se podia chamar “Diz-me que gostas de clássicos, sem dizer que gostas de clássicos”. Desta lista constam títulos mais ou menos conhecidos: 

  • Madame Bovary 
  • O Mandarim, para tentar curar o meu trauma em relação a Eça de Queirós (obrigada Sweet!)
  • Crónicas Italianas, que eu desconhecia tanto o título como o autor; 
  • O Homem que era 5ª-Feira, outro que também nunca tinha ouvido falar, mas achei a sinopse bastante interessante; 
  • Os Herdeiros da Lua de Joana é uma continuação d’A Lua de Joana, livro que li em 2021 e adorei, embora já tenha lido este segundo e fiquei um pouco desiludida (resenha no próximo mês!); 
  • Emma, desde que li Orgulho e Preconceito fiquei com grande vontade de continuar a ler obras da autora (Jane Austen); 
  • Quando os Vampiros Amam, um livro de poesia, um dos estilos que eu menos gosto mas que, tal como Eça de Queirós, estou a tentar resolver.

 

     Os textos que se seguem e que acompanham cada um dos títulos adquiridos foram retirados das respetivas contracapas, à exceção das Crónicas Italianas (que foi retirado do site Goodreads) e do Quando os Vampiros Amam (retirado do site da Wook).

 

   Madame Bovary, Gustave Flaubert

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     “Madame Bovary sou eu.” Com esta frase, Flaubert respondia aos que lhe perguntavam quem servira de modelo à sua personagem, uma das mais altas criações da literatura ocidental de todos os tempos.

     Com esta frase aludia aos sonhos exaltados de volúpia e ideal que existem no íntimo de todo o homem. Madame Bovary representa, a um tempo, a doçura do amor conjugal, como a encara o marido, e os arroubos desmedidos de sensualidade da amante. Após ter sido causa de escândalo, originando uma terrível batalha judicial contra a liberdade artística, este livro é hoje lido e admirado pela perfeita compreensão que revela da natureza humana.

 

   O Mandarim, Eça de Queirós

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     “[...] Um conto fantasista e fantástico, onde ainda se vê, como nos bons velhos tempos, aparecer o Diabo, embora de redingote, e onde ainda há fantasmas, embora com ótimas intenções psicológicas.”

 

     Um sério aviso ao leitor contra o egoísmo potencialmente criminoso que existe em cada homem.

 

     Uma obra em que o traço caricatural do génio queirosiano é tão evidente que dispensaria o autor de lhe apor a sua assinatura.

 

   Crónicas Italianas, Stendhal

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     Pouco antes de escrever "A Cartuxa de Parma", Stendhal adquiriu "alguns manuscritos antigos em tinta amarelada" dos séculos dezasseis e dezassete que lhe apresentavam personagens e costumes da Renascença italiana e pós-renascentista vivos. Mas o que o interessou nessas crónicas não foi o seu valor puramente histórico, mas o mundo de paixões enérgicas, amores terríveis ou extremamente ternos e crimes de alto perfil que eles trouxeram à tona. Como refletido em "Red and Black", Stendhal sempre foi atraído por crimes belos, o resultado trágico de amor desenfreado e traído, vingança por ofensas à honra ou ambições desordenadas. A sua tradução, adaptação e transformação daquelas Crónicas italianas ("A Abadessa de Castro", "Vittoria Accoramboni", "Los Cenci", "A Duquesa de Palliano", "San Francesco a Ripa", "Vanina Vanini", "Favores que matan "e" Suora Scolastica ") fez com que se tornassem parte da sua obra com os mesmos méritos de seus grandes romances. 

 

   O Homem que era 5ª Feira, G. K. Chesterton

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     A ironia é uma arma terrível. E como a autêntica literatura sempre intervém junto dos homens, Chesterton - um verdadeiro criador - usa-a para o seu combate de marginal voluntário, que repensa, através da sátira e da fantasia, a realidade quotidiana. O riso, a gargalhada, são inevitáveis durante a leitura das obras de Chesterton, exemplar cultor do humor inglês; mas, depois, fica-nos a ideia de termos ido além do mero divertimento. Personalidade complexa, que se expressou em poesia, em novela, ensaio, jornalismo, Chesterton haveria de encontrar no romance o veículo ideal para criticar o mundo onde viveu e nós vivemos. E foi essa a sua preocupação maior: investigar o sentido das obrigações que o progresso impôs ao indivíduo, seriamente ameaçado de se transformar em peça de máquina. “O Homem que era Quinta-Feira”, com certeza a sua obra-prima, analisa aquilo a que hoje se chama uma sociedade de consumo. De quem se ri Chesterton? De quem nos rimos nós? De nós próprios? Dos outros? De um pesadelo? …

 

   Os Herdeiros da Lua de Joana, Maria Teresa Maia Gonzalez

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     A partir do livro A Lua de Joana, escreveu Maria Teresa Maia Gonzalez esta peça de teatro onde vamos encontrar as suas personagens no momento do luto pela perda irreparável que sofreram. Confrontam-se entre si, transmitindo uma advertência contra o uso de drogas que é cada vez mais importante nos tempos que correm. Se gostaste de A Lua de Joana, não vais querer deixar de ler este livro.

 

 

 

   Emma, Jane Austen

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     Em Highbury, Inglaterra, no início do século XIX, conhecemos a história de Emma Woodhouse, uma jovem inteligente cuja convicção nas suas capacidades de casamenteira leva a uma série de desastres amorosos.

     Embora esteja convencida de que nunca se irá casar, Emma acredita que é uma excelente promotora de casamentos entre os seus conhecidos. Ela efetivamente orquestrou o recente casamento da sua antiga governanta, Miss Taylor, e do viúvo Mr. Weston.

     Emma está determinada a gerar outro casamento após tal sucesso: toma Harriet Smith como sua protegida e decide de imediato encontrar-lhe um marido. Procura transformar Harriet numa dama, melhorar as suas escolhas, particularmente no que toca às suas afeições amorosas. Ela persuade Harriet a deixar Robert Martin, o jovem agricultor que gosta dela, e a perseguir Mr. Elton, o clérigo da cidade.

     Austen constrói um universo social cheio de erros amorosos, descuidos sociais, e vários exemplos de costumes sociais ridículos. Ao fazê-lo, destaca como a sociedade gera expectativas irrealistas - mas também sublinha de que forma as pessoas se apoiam em convenções sociais para conseguirem sobreviver.

 

   Quando os Vampiros Amam, Rui Sousa

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     "Quando os Vampiros Amam" é a busca, incessante, da resposta para as diversas questões que vão sendo sugeridas ao longo dos próprios poemas, na angústia existencial do poeta. Uma visão extremamente particular do mundo. Um livro sobre o amor e a morte.

     É ainda uma viagem à marginalização social - assumida aqui como postura social e acto intelectual.

 

 

 

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