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Como Hermione

Como Hermione

Clássicos Favoritos

25.02.22 | A Miúda

     Não é raro encontrar leitores que tentam, a todo o custo, fugir dos clássicos. Por um lado compreendo. A forma como estes livros estão escritos pode, por vezes, dificultar a compreensão do texto; as diferenças sociais e de género, que apesar de continuarem presentes nos nossos dias, podem levar leitores a abandonar as obras; a própria história pode não ser cativante. Por outro lado, aquilo que afasta uns leitores pode aproximar outros. Ou seja, os clássicos apresentam-nos formas de falar, agir e viver diferentes dos atuais. Ao lê-los, somos transportados para um tempo diferente com costumes opostos aos nossos e isso não tem de ser mau. Eu gosto de ler um bom clássico porque, entre outras coisas, ao tentar compreender o passado, conseguimos compreender melhor o presente!

 

     Apesar de ter crescido rodeada de livros, o meu hábito da leitura só começou quando entrei para a faculdade. Na altura, fazia viagens de comboio de 2-3 horas e, como geralmente ia sozinha, os livros foram a minha grande companhia. Os clássicos portugueses foram os primeiros a andar comigo. E, por isso, hoje trago os meus clássicos favoritos da literatura portuguesa!

 

  A Viúva do Enforcado, de Camilo Castelo Branco

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     Teresa de Jesus é a filha única de um comerciante de Guimarães, uma menina inocente e muito religiosa, até ao momento em que conhece e se apaixona por um jovem ourives, Guilherme. Os dois casam-se e fogem para Espanha para evitar a ira do pai de Teresa, que se opunha fortemente à união, por não considerar que o casamento trouxesse à sua filha as melhores condições sociais ou financeiras.

     Em Espanha, Teresa cultiva uma amizade com Inês, filha do alcaide, apaixonada por António, um jovem português que se encontra em fuga por homicídio. A morte súbita do marido de Teresa vem frustrar o noivado de Inês e António, quando este acaba por expressar o seu amor por Teresa.

     Uma educação religiosa constrange um zelo dramático entre relações, perseguições e crimes, no cenário sociopolítico do início do século XIX, marcado pela oposição entre democracia e autoritarismo

  Menina e Moça, de Bernardim Ribeiro

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  Considerada a primeira novela pastoral da península ibérica, Menina e Moça estende-se ao longo de um enredo composto por uma amálgama de romances de cavalaria, romances bucólicos e estórias românticas.
     A obra começa com um monólogo de uma menina refugiada na natureza, que nos traz memórias da sua juventude, angústias e tristezas, que projeta no cenário pastoral que a envolve.

     Ela conversa então com a Dona do Tempo Antigo, que lhe revela que só as mulheres são suscetíveis à tristeza e que, os homens, por sua vez, gozam de uma espécie de imunidade a esta emoção. Há, contudo, uma única exceção: os Dois Amigos, que servirão de protagonistas às narrativas que compõem o livro.

     Bernardim Ribeiro apresentou a Portugal muitos novos desenvolvimentos da literatura europeia do seu tempo: a novela sentimental, o bucolismo e várias referências aos escritores italianos renascentistas, esforços que se traduziram essencialmente na procura de um novo género de romance.

  As Pupilas do Senhor Reitor, de Júlio Dinis

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     A linguagem modesta e representação realista, tão próprias de Júlio Dinis, interpretam, nesta obra, a vida rural portuguesa da época.

     Entre os dois filhos de um agricultor e duas órfãs entregues ao cuidado do reitor da aldeia, muitos acasos surgem no decorrer deste quadro bucólico. Daniel, o filho mais novo do agricultor José das Dornas, retorna ao campo depois de concluídos os seus estudos na cidade do Porto, tentando em vão reencontrar o seu lugar na aldeia.

     Os seus desencontros e incertezas acabam por conduzi-lo a desenvolver uma relação afetiva por Clara, noiva do seu irmão. o desencadear de vários acontecimentos e situações imprevistas compõe o enredo dramático do grande tema deste livro, o amor.

  Os Fidalgos da Casa Mourisca, de Júlio Dinis

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     A Casa Mourisca é habitada por uma família fidalga que, depois de abalada por sucessivas tragédias, se debate agora contra dívidas, empréstimos e a progressiva decadência da nobreza que revoluciona o Portugal do século XIX.

     A inquietação que sentem perante a iminência do declínio da sua casa, do nome da sua família e da ameaça que isso representa para os seus próprios futuros, faz com que os filhos do velho fidalgo decidam assumir a gestão da herdade, reavendo a prosperidade que antes reinava na Casa Mourisca.

     O romance reconhece a importância do trabalho como fonte de prosperidade e satisfação, sugerindo a convergência dos valores positivos da aristocracia com os da burguesia, então em ascensão, como fórmula de regeneração social.

  A Morgadinha dos Canaviais, de Júlio Dinis

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     Em meados de oitocentos, Henrique de Souselas muda-se para uma aldeia no norte de Portugal, a conselho de seu médico, esperando deixar para trás, na capital, as suas doenças e angústias da vida urbana.

     Henrique encontra tranquilidade e paz de espírito na pequena aldeia minhota, onde conhece Madalena, uma mulher bela, de fortes ideais e de forte caráter, que o desperta para os encantos da vida rural.

     Júlio Dinis deixa-nos um maravilhoso retrato do quotidiano, dos costumes e das tradições da vida campestre, que acolhe harmoniosamente os temas da religiosidade, da política, da ambição e da vida familiar portuguesa da época.

 

     Fonte: Capas dos livros e respetivas sinopses - Wook

5 Casais Literários e o Que Eles Nos Ensinam

18.02.22 | A Miúda

Amor é um fogo que arde sem se ver; 

É ferida que dói, e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer.

 

     A publicação desta semana começa com este poema de Camões, uma vez que na passada segunda feira se celebrou o dia dos namorados (e o dia de São Valentim). Já agora, conhecem a história deste dia?

     No século III d.C., o imperador romano Cláudio II proibiu que fossem celebrados casamentos em épocas de guerra, acreditando que com esta medida iria conseguir  melhorar a performance dos seus soldados. Acontece que um bispo não cumpriu essa ordem. Apesar de proibido, o bispo Valentim continuou a celebrar casamentos, em segredo. Não teve muita sorte e acabou por ser descoberto, torturado e morto.

     Segundo a lenda, na prisão, o bispo Valentim ter-se-á apaixonado pela filha de um dos guardas, que era cega e recuperou a visão. 

     São Valentim acabaria por morrer no dia 14 de fevereiro de 269.

 

     Em vários países (Portugal incluído), esta é a data escolhida para comemorar o amor entre casais. Noutros países, como a Finlândia e a Estónia, por exemplo, este é o dia de comemorar as amizades e de mostrar a gratidão pelos nossos amigos! 

     Seja que país for, o dia 14 de fevereiro é o dia do amor, seja ele entre casais, amigos ou família. Na verdade, apesar deste dia estar marcado no calendário, vamos prolongá-lo durante todo o ano. Afinal de contas, todos os dias devem ser vividos com amor e gratidão!

 

     Passando ao que me traz aqui hoje, os livros são uma boa forma de passar o tempo, de viajar por diferentes locais e de conhecer todo o tipo de pessoas. Com eles, vamos aprendendo a compreender melhor o mundo e a colocar de parte certos preconceitos. Hoje, partilho 5 casais que nos mostram o que é o amor.

 

  Orgulho e Preconceito - Elizabeth e Darcy

     Há livros e casais que são obrigatórios referir quando o tema é o amor. Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, e a relação entre Elizabeth Bennet e Mr. Darcy são dois desses casos. 

     Orgulho e Preconceito tem como base os elementos da família Bennet, todos eles diferentes entre si. Elizabeth é a segunda de 5 irmãs e é tida como sendo uma pessoa astuta e inteligente, que não se deixa levar pelas regras da sociedade. Mr. Darcy é um homem calmo, um pouco tímido e bastante preconceituoso. Para ele, a ideia de um relacionamento com alguém de classe inferior não era bem vista. 

     Aquilo que podemos aprender com estes dois é que nem sempre o que parece é. O amor acontece quando menos esperamos e é algo que não escolhe idades, géneros, atributos ou classes sociais. 

 

  Mulherzinhas - Amy e Laurie

     Mulherzinhas retrata a vida de 4 irmãs, todas elas com uma veia artística e com sonhos diferentes. Meg, a mais velha, sonha em casar, formar a sua própria família e ser uma dona de casa exemplar. Jo, a mais rebelde, sonha um dia conseguir publicar o seu livro. Beth, a mais doce, é amante de música. Amy, a pintora da família, sonha um dia vir a ter os seus quadros expostos.

     Laurie é vizinho destas irmãs e vive com o seu avô. Apesar de ter mais posses que as irmãs, não tem a mesma alegria delas. Com ajuda da Jo, estes vizinhos começam a criar fortes laços de amizade.

     Para Amy, o casamento é um negócio. Tendo em conta a época em que esta história acontece, as mulheres tinham poucos direitos e ainda menos liberdades. Por isso, um bom casamento era necessário para o sustento e conforto dela e da sua família. Ao contrário, Laurie acredita que existem coisas mais importantes que o dinheiro e o estatuto social, acredita que só isso não chega para a felicidade e sucesso de um casal.

 

  O Último Papa - Sara e Rafael

     O Último Papa faz parte de uma saga que eu adoro e que recomendo sempre. Resumindo, cada um destes livros foca-se nas mentiras e crimes do Vaticano. Apesar de serem baseados na realidade, nem tudo é verdade, atenção!

     Sara é uma jornalista, afilhada de um cardeal que é morto mas que, antes disso, lhe consegue enviar documentos com informações contra o Vaticano. Isso coloca-a na mira de gente perigosa e que quer evitar que essas informações se tornem públicas. Rafael é um padre que acumula a função de agente infiltrado. Recebe a missão de proteger Sara e, a partir daí, desenvolvem uma relação que começa na desconfiança mas que progride para algo mais.

     Com a relação entre a Sara e o Rafael, vemos que o amor pode ser perigoso mas, ao mesmo tempo, pode ser algo poderoso, capaz de nos salvar nos momentos mais tristes, capaz de nos encher de esperança e otimismo.

 

  Harry Potter - Tonks e Lupin

     O universo Harry Potter faz parte de mim, por isso que ninguém se admire se eu o incluir sempre que haja oportunidade!

     Da saga Harry Potter fazem parte grandes personagens, que chega a ser quase impossível escolher uma favorita. Em relação aos casais, um dos meus favoritos é o casal Tonks e Lupin! Para os que não conhecem, Lupin era professor numa das maiores escolas de magia do mundo, Hogwarts, enquanto que Tonks era uma Auror (uma espécie de detetive, fazendo a comparação com a nossa realidade). 

     Lupin era lobisomem, razão da sua resistência à possibilidade de ter uma relação amorosa com alguém. Juntos, lutaram contra Voldemort, o vilão da saga. A história destes dois mostra-nos que o amor é maior do que as nossas diferenças.

 

  O tatuador de Auschvitz - Lale e Gita

     A II Guerra Mundial e o Holocausto são dois dos temas sobre os quais eu gosto de ler. Apesar de retratarem um dos períodos mais negros da nossa história, é necessário conhece-lo e evitar que caia no esquecimento, para conseguirmos evitar que se repita no futuro.

     O Tatuador de Auschwitz é um livro duro mas que, de certa forma, coloca em prática uma das mais célebres frases do universo Harry Potter: a felicidade pode ser encontrada mesmo nos tempos mais sombrios, se alguém se lembrar de ligar a luz. Lale e Gita foram dois prisioneiros dos campos de concentração nazi. Acredito que ninguém pode sequer imaginar metade do que estes prisioneiros passaram, mas ainda assim, apesar da guerra, da violência e de todas as dificuldades, este casal foi capaz de encontrar um pouco de felicidade e de esperança dentro do campo de Auschwitz. A sua história ensina-nos que mesmo nos momentos mais difíceis, mesmo quando a vida nos maltrata e parece que descemos ao inferno, há sempre algo de bom a que nos podemos agarrar, há sempre um pouco de luz na escuridão, há sempre algo capaz de manter as chamas da esperança e do otimismo acesas.

 

     Quais são os vossos casais literários favoritos? Porquê?

Playlist de janeiro

11.02.22 | A Miúda

     No próximo mês de março irá acontecer o Festival da Canção (dias 5, 7 e 12), que tem como principal objetivo escolher a canção que vai representar Portugal, em maio, na Eurovisão!

 

     Apesar de no passado tanto o Festival da Canção como a Eurovisão terem sido acontecimentos bastante relevantes em Portugal, nunca foram considerados como tal cá por casa, não era algo que os meus pais ou os meus avós tivessem por hábito assistir.

     Não me lembro quando é que comecei a perceber que estes concursos aconteciam e a ganhar o interesse por eles, mas penso que em 2017 (quando Portugal venceu pela primeira vez, com o Amar pelos Dois cantado pelo Salvador Sobral) foi a primeira vez que assisti à Eurovisão do início ao fim (contando com as 2 semifinais e a final).

 

     Mantenho com a Eurovisão uma espécie de relação amor-ódio. Normalmente, sinto-me desiludida com as participações de muitos países, com as canções que enviam para o concurso e naquilo que o concurso se tem tornado ao longo dos anos. Ainda assim, adoro aquilo que representa: mais de 40 países reunidos no mesmo lugar; uma representação de 40 culturas diferentes, unidas pelo amor à música! 

 

     Em janeiro foram divulgadas as canções que irão estar a concurso no Festival da Canção e, por isso, na playlist de janeiro, entre outras, inclui as minhas favoritas do Festival deste ano.

 

     Bom fim de semana!

Resenha Literária: A Lua de Joana

Pontuação: 5/5

04.02.22 | A Miúda

     Dos livros que li em 2021, A Lua de Joana foi aquele que me fez sentir tudo e mais alguma coisa e foi também o que mais me marcou! Já o tinha lido na escola, mas verdade seja dita, já não me lembrava de grande parte da história. Voltei a pegar nele em novembro, por causa de um desafio que aconteceu no instagram, e não podia estar mais feliz!

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  Breve sinopse

     O livro “A Lua de Joana” está escrito na forma de cartas e, através delas, acompanhamos o que acontece na vida da Joana, ao longo de cerca de 1 ano. Todas as cartas são dirigidas à Marta, a sua melhor amiga, que faleceu 1 mês antes da escrita da primeira carta.

     A Lua é uma referência a um baloiço que a Joana tem no quarto, desenhado por ela, e com o formato de meia-lua. 

 

  Temas base

    A Marta morreu com uma overdose. Sem conseguir compreender o que levou a sua melhor amiga a entrar no mundo da droga e como forma de lidar com a perda, Joana começa a escrever-lhe cartas, quase diariamente, contando-lhe o que vai acontecendo na sua vida, como se de um diário se tratasse. Para além da questão do uso das drogas e das suas consequências, este livro aborda temas como a depressão e a solidão.

 

A partir daqui existem spoilers!!!

 

  Como me fez sentir

     Este livro fez-me sentir tudo e mais alguma coisa, mas principalmente, fez-me sentir revoltada e perturbada. Primeiro, pela Joana e pela Marta terem ambas 13/14 anos quando tudo aconteceu. Enquanto lia o livro, dava por mim, em várias alturas, a voltar à minha adolescência, a colocar-me na pele destas miúdas e a tentar perceber o que é que eu faria se tivesse na mesma situação, ou qual seria o desfecho desta história se ela se tivesse passado num meio mais pequeno, como é aquele em que eu vivo. 

     Segundo, de cada vez que os pais da Joana entram em cena, só dá vontade de saltar para dentro da história e de lhes dar um belo abanão! Enquanto pais, foram incapazes de ajudar a filha a lidar com o luto e não conseguiram perceber as mudanças pelas quais ela foi passando, algumas delas bastante evidentes, e que se tivessem sido notadas e trabalhadas, o livro poderia ter tido um final bem diferente. Caramba, a miúda era uma ótima aluna, mas começou a baixar as notas e reprovou de ano; todo o quarto era branco, desde mobília aos tecidos, e aos poucos foi deixando de o ser; por impulso, cortou o próprio cabelo bem curto; a sério que os pais não notavam que alguma coisa se passava? A sério que alguém pode ser tão distraído ao ponto de não perceber sinais tão óbvios? E será que nas escola, os professores também não ficaram preocupados e com vontade de falar com a família, para perceber se estava tudo bem ou se havia algum problema? Ou será que estas mudanças só são óbvias para nós que lemos o livro?

    Terceiro, na mesma casa vivem 5 pessoas: a Joana, o Jorge (irmão da Joana, com quem ela tem uma relação complicada; também conhecido por Pré-Histórico, Homem das Cavernas ou Homem do Cro-Magnon - só para referir alguns nomes), o doutor Brito (pai da Joana, médico cirurgião que passa a vida a oferecer relógios à filha, mas que nunca tem tempo para a família), a Isabel (mãe da Joana, descrita como uma mulher nervosa e superficial - dá mais atenção às aparências do que a qualquer outra coisa) e a avó Ju (avó da Joana e única pessoa da casa com quem Joana tem uma relação saudável, com quem sente que pode conversar e com quem pode contar para as atividades da escola); além destas pessoas, ainda existe uma empregada. Ao ler o livro, percebemos que a Joana e a avó Ju tinham uma grande união, mais do que avó e neta, elas eram duas amigas. Uma cena que me deixou triste e sem esperança nestes pais, foi quando a avó Ju morreu, menos de um ano depois da Marta, e é a Joana quem fica com a responsabilidade de limpar o quarto da avó e de juntar as suas coisas, porque mais ninguém tinha tempo ou vontade de o fazer. Além disso, a avó Ju queria que algumas das coisas fossem entregues a um lar, e nem para entregar uma caixa alguém teve a sensibilidade de estar presente e ajudar. Ao ler estas situações, não admira que a miúda se sentisse tão sozinha…

 

     Este livro absorveu-me de tal forma que quando o acabei senti a necessidade de uma continuação. O final do livro é um pouco incerto, uma vez que chegamos à conclusão que determinada coisa aconteceu, apesar de ela não ser dita de forma explícita. O que é que (realmente) aconteceu à Joana? Como é que a família reagiu a isso? O que é que acontece a seguir? E, em parte, estas dúvidas são respondidas no livro “Os Herdeiros da Lua de Joana”. No entanto, não gostei tanto dele como gostei do primeiro, por um lado, por estar escrito para ser representado, por outro, por achar que esta continuação podia ter sido desenvolvida melhor. 

 

  Personagem favorita

    Se tivesse de escolher a minha personagem favorita, a Joana seria talvez a minha opção. A adolescência não é fácil para ninguém, nem mesmo para mim, que não vivi nem metade das desilusões e “guerras” que parecem ser tão populares nesta fase. Ainda assim, senti uma ligação a esta personagem, partilhei das suas emoções e dificuldades.

     Algo que me fez gostar tanto dela foi a sua energia e vontade de ação. É uma personagem bastante ativa e independente, já com uma personalidade bem vincada e valores bem definidos, apesar da idade.

 

 

     Este é um livro que aborda temas e situações bastante fortes e, por isso, não o recomendo a toda a gente: se forem sensíveis a eles ou se eles servirem de gatilho para memórias desagradáveis, não o leiam!! Caso contrário, recomendo vivamente!