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Como Hermione

Como Hermione

5 Filmes Baseados em Livros

26.11.21 | A Miúda

     Tanto os livros como os filmes têm o mesmo objetivo: contar uma história. A forma como o fazem é, necessariamente, diferente. Os primeiros utilizam as palavras, que levam à criação de cenários e personagens diferentes, de acordo com a imaginação de cada leitor. Os segundos dão preferência às imagens e aos sons. Se a forma de contar a história é diferente, a forma como transmitem uma mensagem e a forma como ela é recebida é, também, distinta.

    Hoje trago uma lista de 5 filmes que foram baseados em livros. A escolha destes 5 filmes não foi aleatória: escolhi as histórias que já li e que mais gostei. Espero que também gostem!

 

   As Serviçais

 

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Filme de 2011

     América, 1962. As mulheres estão destinadas às tarefas domésticas, os negros estão destinados a servir os brancos.

     Skeeter, uma rapariga de 22 anos regressa a casa após terminar a faculdade. Aibileen, uma criada, já serviu em várias casas e já viu crescer 17 crianças. Minny, também uma criada, é uma excelente cozinheira que não consegue ficar calada.

     Se nesta época, os negros (e as mulheres) são vistos como inferiores em relação aos brancos (e aos homens), o destino irá juntar estas três mulheres e, juntas, vão criar uma revolução na cidade onde habitam.

     É um livro inspirador, com acontecimentos tristes misturados com acontecimentos divertidos e cheios de esperança!

 

   A Rapariga que Roubava Livros

 

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Filme de 2013

     São muito raros os livros que me fazem chorar e este faz parte desse número.  Este livro já teve direito a uma resenha. Podem lê-la aqui.

     Alemanha, Segunda Guerra Mundial. A história é narrada pela Morte e conta a história de uma menina chamada Liesel Meminger.

     Aos nove anos, Liesel é adotada pelo casal Hubermman, após ter assistido à morte do irmão mais novo e de, muito provavelmente, os seus pais terem sido enviados para os campos de concentração nazi.

     Ao longo da história, Liesel vai desenvolvendo um amor pela literatura e pelos livros, aprende a ver os Hubermman como seus pais, ao mesmo tempo que vive de perto os efeitos da guerra e, em especial, o preconceito que existe contra os judeus.

 

   Orgulho e Preconceito

 

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Filme de 2005

     Se o livro anterior foi dos poucos que me fez chorar, este foi dos poucos que me prendeu logo desde a primeira linha. Adorei lê-lo, devorei-o num instante (e eu que nem gostava de romances…)!

     A família Bennet, de classe média, é composta pelos pais e por 5 filhas. Elizabeth Bennet, a segunda filha mais velha, é uma mulher calma, ponderada e independente.

     Quando Mr. Darcy, membro da alta sociedade, chega à cidade, a primeira impressão que têm um do outro não é a melhor: Elizabeth considera-o arrogante e pretensioso, Darcy recusa-se a conviver com ela por Elizabeth pertencer a uma classe inferior.

     Ainda que esta seja uma história de amor, é, também, uma história que retrata uma sociedade cheia de preconceitos.

 

   Um Crime no Expresso do Oriente

 

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Filme de 2017

     Para quem ainda tenha dúvidas, vamos esclarecer duas coisas: Agatha Christie é a rainha do mistério e Hercule Poirot é o melhor detetive que existe!

     Estamos a bordo do comboio Expresso do Oriente e é inverno. Um nevão obriga o comboio a parar e, durante este tempo, acontece o crime. Na manhã seguinte, é descoberto o corpo de um homem de negócios, também conhecido por ter cometido um crime horrível, apunhalado até à morte.

     Poirot, antes deste acontecimento, já tinha sido abordado pelo morto, que suspeitava que alguém andava atrás dele, e pediu ajuda ao detetive. Apesar de na altura ter recusado, agora Poirot aceita tentar desvendar este mistério. Para além de encontrar muitas pistas, também encontra muitos suspeitos.

     Aqui no blogue, já fiz uma resenha a algumas pequenas histórias de Agatha Christie (ver aqui). Como escrevi na altura, o que eu mais gosto nos livros desta autora é o facto de que nada é imediato, ou seja, apesar de irmos acompanhando as investigações dos crimes, cada capítulo é uma surpresa e só no final é que descobrimos os verdadeiros culpados.

     Se gostam de histórias de crime e mistério, têm de ler Agatha Christie! 

 

   Comer, Orar, Amar

 

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Filme de 2010

     E, finalmente, para quem quiser uma leitura leve, este livro é o indicado.

     Elizabeth Gilbert (a autora e personagem principal da história), apesar de ter uma vida, aos olhos de muitos, estável e de sucesso, não sente que essa seja a sua realidade. Após se separar do marido, decide abandonar tudo e partir à aventura.

     Em Itália, aprendeu uma nova língua (italiano), rendeu-se ao prazer e à comida. Na Índia, dedicou o tempo à sua descoberta espiritual, com a ajuda de um guru indiano. Na Indonésia, (re)aprendeu a amar, enquanto se tornou aluna de um velhote feiticeiro. Esta aventura dura 1 ano e livro é uma autobiografia que retrata esse período.

     ADOREI o livro. Sim, escrevi a palavra “adorei” toda em letras maiúsculas de propósito, não foi engano. Adorei ler o livro porque, quando o terminei, senti-me bem, senti-me leve e com grande vontade de partir numa viagem semelhante à da autora e de descobrir a minha própria espiritualidade. Não sei colocar em palavras o que senti, não tenho jeito para isso, mas, simplificando, senti algo que nenhum outro livro me fez sentir. E isso já é um bom começo, não?

 

     Nota 1: Nenhuma das imagens aqui apresentadas é da minha autoria.

     Nota 2: Todas as capas dos filmes foram retiradas do site IMDB.

     Nota 3: Todas as capas dos livros foram retiradas do site GoodReads.

 

Goodreads

19.11.21 | A Miúda

    Para quem gosta de ler, por vezes pode ser complicado fazer a gestão dos livros que se tem em casa, daqueles que já foram lidos ou dos que ainda estão à espera da sua vez. Por vezes, descobrir livros novos pode não ser assim tão simples. Por vezes, sentimos a necessidade de pedir justificações aos escritores por algo que aconteceu às nossas personagens favoritas ou por alguma cena mais duvidosa ou, então, gostámos tanto do seu trabalho que o queremos seguir mais de perto.

 

     Para quem não conhece, o Goodreads é uma página online (também existe uma aplicação para os telemóveis) que permite descobrir novos livros, fazer críticas, interagir com autores e outros leitores, criar grupos de discussão, grupos de leitura e muito mais. Em parte, a página funciona como uma qualquer outra rede social, uma vez que permite que utilizadores de todo o mundo interajam uns com os outros. Mas, neste caso, é uma rede social dedicada ao mundo literário!

 

<<< Como funciona >>>

 

     Estantes

    Uma das ferramentas do Goodreads dá a possibilidade de criar estantes. Ou seja, pensando em estantes como um suporte onde se guardam livros, as estantes do Goodreads têm a mesma função, mas em vez de guardarem livros físicos, guardam livros digitais. Existem três que são criadas pelo programa, de forma automática, mas que podem ser apagadas e criadas outras.

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     Por exemplo, estas são as minhas estantes e nelas divido os livros que quero ler, os que estou a ler no presente, os que já acabei, os que não cheguei a acabar e os meus favoritos. Além dessas, tenho outra estante dedicada aos livros que li em determinado ano, neste caso, aos livros que li em 2021, ano em que criei a minha conta.

 

     Contador de leituras

     Por vezes, enquanto leitores, estabelecemos metas para determinado mês ou ano. Isto é, existem leitores que decidem “este ano quero ler x livros”. Geralmente, não estabeleço este tipo de metas para mim, mas para quem o faz, acredito que possa ser difícil manter o foco durante 12 meses.

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     Para os que precisam de ajuda para manter o foco ou de um empurrão para ler com mais frequência, esta página também tem essa opção. No início do ano (ou quando vos apetecer) podem dizer quantos livros se propõem a ler. Nunca utilizei esta opção, por isso não sei se a página dá algum tipo de incentivo a quem estiver a ficar para trás, a quem ler a quantidade de livros a que se propôs ou a quem ultrapassa o número desejado.

 

     Descobertas

     O site tem ainda uma opção que permite descobrir livros que foram ou serão lançados em determinado mês, organizados por autor ou por género e livros baseados naqueles que foram lidos por nós. 

     Apesar de não conhecer todos os “cantos à casa”, por assim dizer, a minha parte favorita é o separador “comunidade”, que permite a criação de grupos.

 

     Comunidade

     Este separador é dos meus favoritos, por várias razões. Primeiro, permite a criação de grupos que funcionam, basicamente, como clubes de leitura: podem ser usados para promover leituras conjuntas, discutir determinados assuntos como pormenores de algum livro ou algum tema importante que esse livro aborda, partilhar autores mais ou menos conhecidos, etc. Estes grupos servem para tudo e mais alguma coisa! Segundo, permite a interação com os autores: saber em que é que eles andam a trabalhar, esclarecer dúvidas que possam ter surgido durante as nossas leituras, etc.

 

     Porque é que achei importante falar sobre este site: enquanto leitora, ele é uma ferramenta que utilizo, praticamente, todos os dias. As resenhas que partilho no blogue são também partilhadas no Goodreads e isso permite-me, por um lado, perceber a opinião de outros leitores sobre a mesma obra e, por outro, encontrar livros semelhantes. Também, antes de comprar qualquer livro, vou ao site ler as suas críticas, para perceber se é um livro que vale a pena ler ou não. 

 

     Bom fim de semana! 

Resenha Literária: Casado até Quarta

12.11.21 | A Miúda

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     Nota 1: Este livro contém algumas cenas de sexo.

    Nota 2: Esta publicação contém spoilers (comentários que revelam acontecimentos da história)! 

 

  Apesar de gostar de ler qualquer género literário, os romances, em especial os contemporâneos, não me costumam despertar grande interesse. Gosto de ler os clássicos, por achar que vão para além da questão romântica, no entanto, os mais modernos parecem ter sempre a mesma “fórmula”: um casal encontra-se, apaixona-se, vive feliz por uns tempos, aparece qualquer coisas que os afasta, reencontram-se e “vivem felizes para sempre”. Ainda assim, é a eles que recorro quando estou a ler um livro “mais pesado”, para espairecer, ou quando estou prestes a começar um livro novo. De certa forma, ajudam-me a fazer a digestão entre leituras. Um exemplo desse tipo de livros é o “Casado até Quarta”, de Catherine Bybee.

 

---------- A autora ----------

 

    Catherine Bybee, a autora do livro “Casado até Quarta”, antes de ser escritora tinha o sonho de ser atriz e mudou-se para a Califórnia para tentar a sua sorte. No entanto, acabou por se formar em enfermagem. Atualmente, é escritora a tempo inteiro e autora de várias séries: Não é bem… (6 livros), Noivas durante a semana (7 livros, sendo um deles o “Casado até Quarta”), O mais provável (3 livros) e Primeiras Esposas (5 livros).

 

---------- Resumo ----------

 

     Os protagonistas desta história são Blake Harrison e Samantha Elliot. Ele procura uma noiva para um contrato de casamento de 1 ano. Ela é dona da agência matrimonial contratada por Blake.

     Depois de lhe sugerir três candidatas, Blake escolhe Samantha para sua esposa, apesar de ela não fazer parte da lista de candidatas nem de estar disponível para o casamento. Ainda assim, aquilo que iria ganhar com o casamento e após o divórcio, seria importante para pagar as despesas da clínica onde a irmã de Samantha, Jordan, está internada.

     Samantha aceita, então, ser esposa de Blake. Apesar da grande atração que sentem um pelo outro desde o início, conseguem evitar qualquer relação física durante uns tempos. Quando se deixam envolver, começam a perceber que existe algo mais para além da atração física. Samantha acaba por engravidar e o casal declara os sentimentos que têm um pelo outro. Desta forma, decidem renovar os votos, por tempo indeterminado (o contrato de 1 ano é anulado) e “vivem felizes para sempre”.

 

---------- Opinião ----------

 

     História

    ➙ Quando se trata de romances contemporâneos, as histórias podem ser bastante repetitivas e imediatas, ou seja, o leitor consegue antecipar os acontecimentos. É o caso desta, ainda assim, não achei que o livro fosse chato;

    ➙ Independentemente do tema, a história é cativante, o leitor tem sempre vontade de saber o que vem a seguir; e é bem estruturada, tem princípio, meio e fim bem definidos.

 

     Personagens

    ➙ Samantha e Blake têm características semelhantes: desde cedo lutaram pela sua independência, ambos têm a necessidade de ter o controlo das situações e são capazes de superar momentos complicados;

    ➙ As duas personagens principais têm origem em famílias complicadas que moldam os acontecimentos: o pai de Blake, apesar de morto, continua a fazer exigências ao filho, em relação à forma como se deve comportar e viver a sua vida; o pai de Samantha, um homem de negócios corrupto, contribuiu para as inseguranças da filha que são, simultaneamente, salientadas e apaziguadas ao longo da sua relação com Blake;

    ➙ Todas as personagens são descritas de forma realista, tornando umas simpáticas e outras repulsivas: todas têm defeitos, virtudes e valores bem vincados.

 

     Escrita

    ➙ Em relação a este tópico, a autora é muito detalhada nas descrições que faz dos espaços, dos acontecimentos e do comportamento das personagens;

    ➙ A escrita é simples e mantém-se coerente ao longo de toda a história.

 

     Pontos negativos

    ➙ Não gostei de certos comentários que iam surgindo no livro, por considerá-los machistas e um pouco redutores daquilo que é o comportamento feminino, como “as mulheres são seres emocionais”, utilizando esta frase como justificativa para tudo e mais alguma coisa ou “as mulheres são viciadas em roupas e sapatos”, como se essa fosse a nossa única preocupação;

    ➙ Em várias situações, as mulheres são apresentadas como “adereços” dos maridos, servindo para “embelezar” as fotografias, independentemente daquilo que se passa nos bastidores;

    ➙ Também os homens, em algumas ocasiões, não são retratados da melhor forma: homens de negócios frios e calculistas, que não respeitam o sexo oposto, incluindo as companheiras.

 

     Resumindo, a história é criativa? Nem por isso! É um típico romance moderno, com pormenores preconceituosos e muito erotismo à mistura. 

     Recomendo este livro a quem procura leituras leves ou gosta de romances atuais. No entanto, não recomendo a quem não gosta de ler livros com cenas de maior intimidade entre personagens.

Playlist de Outubro

05.11.21 | A Miúda

     Por estes lados, outubro foi um mês que valeu por dois ou três. Após muito trabalho, várias chatices e a chegada do outono (a minha estação favorita!), outubro chegou finalmente ao fim. E ao fim, está também a chegar 2021. Como assim, se ainda ontem lhe estávamos a dar as boas-vindas??

     A chegada de um novo mês significa novas músicas e novas resenhas literárias (mas a segunda será só na próxima semana!). Apesar de tentar trazer sempre artistas e obras diferentes, os sons deste mês não são muito diferentes dos habituais. Não posso dizer que tenho um género musical favorito, gosto de vários, mas parece que cada um tem a sua fase. Ultimamente, tenho preferido ritmos mais calmos. Mas enfim, chega de conversa! A lista desta semana está prontinha!