Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Como Hermione

Como Hermione

Sugestões de Halloween: The Rocky Horror Picture Show

29.10.21 | A Miúda

Sem título.png

Sem título2.png

Fonte das imagens: imdb

 

     No próximo domingo, dia 31 de outubro, celebra-se o Halloween ou, em português, o Dia das Bruxas. Esta não é uma comemoração tradicionalmente portuguesa, no entanto, tem vindo a conquistar cada vez mais admiradores em terras lusitanas.

     Inicialmente, o Halloween simbolizava o início de um período de 3 dias dedicados à memória daqueles que já partiram: familiares, santos e mártires. Hoje em dia, o dia 31 de outubro é o dia em que as pessoas se mascaram (à semelhança do que acontece no Carnaval), vão de porta em porta a pedir doces ou a fazer asneiras e decoram abóboras. Este dia é, também, dedicado às histórias de terror.

     E são as histórias de terror que me trazem aqui, hoje. Nunca gostei de histórias sangrentas, em que todos têm mortes violentas e onde existem dos mais variados demónios. O Halloween nunca foi uma data celebrada cá por casa e as histórias de terror também nunca foram muito bem-vindas. Mas, para quem quer entrar no espírito da data e, como eu, não gosta de histórias sangrentas, tenho uma sugestão: o filme The Rocky Horror Picture Show!

 

------- Sinopse -------

 

     Brad pede a sua namorada, Janet, em casamento. Após o “sim” dela, decidem visitar a pessoa responsável pela sua união, o Dr. Everett Scott, a fim de o convidar para o casamento. Pelo caminho, numa noite de tempestade, furam um pneu e o casal decide ir bater à porta de um castelo, para pedir ajuda.

     O castelo é a casa de Frank N-Furter, uma cientista louca, travesti e transexual. Dentro do castelo, estão várias pessoas, vestidas de forma estranha, reunidas para assistir ao “nascimento” da mais recente obra da Dra. Frank N-Furter: um homem loiro, musculado (Rocky).

     Frank convida os noivos a assistirem ao nascimento de Rocky. Na mesma noite, Frank seduz Brad e Janet, cada um em quartos separados, ambos incapazes de resistir.

     Dr. Everett Scott vai ao castelo, em busca do seu sobrinho Eddie, um motoqueiro que, tal como Brad e Janet, foi seduzido por Frank a ficar no castelo, para que metade do seu cérebro pudesse ser usado na criação de Rocky. Eddie, que apareceu após o nascimento de Rocky, é morto por Frank, que serve ao Dr. Scott, Brad e Janet, os restos mortais de Eddie. Ao aperceber-se disso, Janet fica assustada e abraça-se a Rocky, o que provoca uma crise de ciúmes a Frank, que persegue Janet pelo castelo. Brad, Dr. Scott, Rocky e Columbia (uma assistente de Frank), tentam ajudar Janet e os cinco acabam capturados e são obrigados a participar num espetáculo de Cabaret. O espetáculo é interrompido pelos irmãos Riff Raff e Magenta (mordomo e empregada de Frank), que revelam que Riff Raff, Magenta e Frank N-Furter são alienígenas do planeta Transexual, da galáxia Transilvânia e que querem voltar para casa. Cansados de esperar pelo regresso a casa, os irmãos matam os presentes, à exceção de Brad, Janet e Dr. Scott. Regressam, finalmente, ao seu planeta no castelo que é, afinal, uma nave espacial.

 

------- Ideias -------

 

     É um filme estranho? Sim, muito! É um filme divertido de ver? Sim, muito!

     Apesar de tudo, o filme é uma paródia e homenagem aos filmes de ficção científica e de horror, das décadas de 1930 até 1970. É um filme muito estranho, é verdade, mas que tem, ao mesmo tempo, partes bastante interessantes e engraçadas. Afinal de contas, para além de ser um filme de terror é, também, uma comédia. Além disso, é um musical! Um pormenor importante: não tem violência nem erotismo. É um bom filme para entreter.

 

     Vários clássicos do cinema têm vindo a ser reeditados, dando oportunidade às gerações mais novas de atores de interpretarem grandes papéis e modernizando cenários, guarda-roupas e sons. Foi o que aconteceu em 2016 a The Rocky Horror Picture Show. Apesar do filme ser o mesmo, percebem-se grandes diferenças entre as duas versões (a original é de 1975). Apesar de a versão de 2016 ser um pouco mais curta, não tem o mesmo encanto da versão original. Percebe-se que houve um cuidado especial na parte musical, foram escolhidos atores que cantavam bem e alguns tinham já experiência nessa área, como a Victoria Justice e o Adam Lambert. No entanto, na versão de 1975, apesar de os atores não terem essa experiência, percebia-se que tinha sido um filme divertido de filmar, que cada um deles tinha feito cada cena com autenticidade.

 

     Recomendo este filme a quem gosta de clássicos, de musicais ou, simplesmente, quer comemorar o Halloween sem filmes violentos.

Sugestões de leitura

22.10.21 | A Miúda

IMG_20211013_111722_edited.jpg

    Para quem gosta de ler, por vezes somos confrontados por perguntas ou comentários menos simpáticos por parte de quem prefere outras atividades, como “porque é que lês?”  ou “porque é que lês tanto?”. O hábito da leitura tem vários benefícios (podem ver a publicação sobre a importância da leitura aqui). Mas, nem sempre pegar num livro tem de significar trabalhar o vocabulário, desenvolver valores ou trabalhar a memória, por exemplo. Nem sempre pegar num livro tem de significar histórias pesadas, histórias que nos deixem a pensar ou que nos revoltem. Por vezes, ler significa deixar o mundo para entrarmos num outro, imaginário e do qual somos mais uma personagem, outras vezes nem personagens somos, apenas meros espectadores. Mas uma coisa é certa, ler tem uma importância diferente para cada leitor, tal como aquilo que cada um escolhe como leitura.

     Da minha parte, gosto de ler um pouco de tudo: desde obras clássicas às contemporâneas, desde policiais a um bom romance. Pegando na deixa da publicação da última semana (sobre saúde mental), decidi trazer 4 livros que, de certa forma, me deixaram feliz. São 4 sugestões leves, sem grandes dramas e que contribuíram para o meu bem-estar. As duas primeiras são não-ficção: “Meu gato, meu guru” pode ser considerado um livro de autoajuda que tem como exemplo o dia-a-dia de um gato; “Comer, Orar, Amar” é um livro autobiográfico que gostei bastante de ler e que me deu vontade de explorar a espiritualidade. As duas últimas sugestões são romances: “A Gata do Dalai Lama” é outro livro que explora, de forma indireta, a questão da espiritualidade; “Orgulho e Preconceito” foi, talvez, o primeiro romance que adorei e que “devorei” num abrir e fechar de olhos.

 

   Meu gato, meu guru, de Stéphane Garnier

43834219._SX318_.jpg

     Já reparou na forma relaxada como o gato passa os dias? Na atitude elegante, silenciosa, contemplativa, curiosa, independente e livre que adota perante a vida? É impossível não nos sentirmos fascinados pelo carisma e serenidade deste pequeno felino.

     Stéphane Garnier observa o seu gato Ziggy há quinze anos e todos os dias sente que aprende algo de novo com ele. Meu gato, meu guru reúne 40 desses preciosos ensinamentos que o ajudarão a viver melhor, de forma mais calma e feliz.

 

 

 

   Comer orar amar, de Elizabeth Girlbert

6340488.jpg

     Aos trinta anos, Elizabet Gilbert tinha um marido, uma casa de campo, uma carreira de sucesso – tudo aquilo que uma mulher pode desejar. Ou talvez não…

  Decide deixar tudo para trás e, depois de uma arrasadora crise existencial e de um divórcio difícil, parte à aventura. Dividida entre o desejo de prazeres mundanos e a aspiração a uma transcendência divina, experimenta as delícias da dolce vita em Itália e o rigor ascético na Índia.

     Na Indonésia, procura o equilíbrio e encontra o amor. O relato desses doze meses de viagem constitui um mosaico de emoções e experiências culturais, recheado de personagens envolventes, descrições vívidas e histórias apaixonantes.

 

   A gata do Dalai Lama, de David Michie

18988051.jpg

     Uma gatinha frágil e faminta é resgatada das ruas de Nova Deli por Sua Santidade, o Dalai Lama, e torna-se a companheira preferida do líder espiritual tibetano. Esta é a sua história – contada na primeira pessoa.

    Na nova casa, um mosteiro com vista deslumbrante sobre os picos nevados dos Himalaias, a gata do Dalai Lama testemunha encontros com estrelas de Hollywood, mestres budistas, professores de universidades de topo, filantropos e muitas outras pessoas que procuram os conselhos do seu dono.

     São histórias que a gatinha conta, de modo divertido, irreverente e sábio, proporcionando ensinamentos sobre como encontrar a felicidade e o significado da vida num mundo tão intenso e materialista.

 

   Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

Sem Título.png

     Quem nunca quis um Mr. Darcy na sua vida? Ser rebelde e independente como Elizabeth? Encarar o mundo com a pureza de Jane? Or dar duas boas bofetadas a alguém que se comporte como Wickham? Orgulho e preconceito veio, seduziu e ficou.

     Esta é a história da família Bennet: cinco filhas por casar e uma mãe que só pensa em encontrar-lhes maridos.

     Elizabeth Bennet e Mr. Darcy dão corpo a um dos maiores romances de sempre. Se ela chega a jurar que jamais gostará dele, até por ele ter antes ferido o seu orgulho, os imensos mal-entendidos e algumas peripécias poderão dar um outro rumo ao enlace. Estará Mr. Darcy disposto a quebrar o seu preconceito de classe? Não seremos, nós, verdadeiros inocentes ao julgar apenas pelas primeiras impressões?

 

     Nota: As imagens dos livros e as respetivas sinopses foram retiradas do site GoodReads, com exceção da primeira imagem, que é da minha autoria, e da imagem do livro "Orgulho e Preconceito", que foi retirada da livraria online Wook

Dia Mundial da Saúde Mental

15.10.21 | A Miúda

Sem Título.png

 

     Dia 10 de outubro é o dia escolhido para celebrar o Dia Mundial da Saúde Mental. Este dia, criado em 1992, tem como objetivo consciencializar a população mundial para a importância da saúde mental global “como uma causa comum a todos os povos”, que vai “além de limites nacionais, culturais, políticos ou socioeconómicos” (citações da página online do Serviço Nacional de Saúde).

     A Organização Mundial de Saúde define saúde mental como “o estado de bem-estar no qual o indivíduo realiza as suas capacidades, pode fazer face ao stress normal da vida, trabalhar de forma produtiva e frutífera e contribuir para a comunidade em que se insere”. Isto é, ao longo da vida, todos vivemos momentos felizes e momentos em que nos podemos sentir mais stressados, deprimidos ou assustados. Cada um lida de forma diferente com os problemas. Por vezes, o que sentimos durante esses momentos mais complicados é algo temporário, por vezes é algo que persiste, que interfere na forma como realizamos as atividades do dia-a-dia ou na forma como encaramos a vida e que, com o passar do tempo, pode levar a problemas mais sérios. A ansiedade e a depressão são dos problemas mais comuns, a nível mundial.

     A pensar nisso, a Fundação Mundial para a Saúde Mental criou um guia com 10 mudanças que podemos aplicar nas nossas rotinas e que podem ajudar a melhorar a nossa saúde mental. Isso não significa que este guia seja uma espécie de “poção mágica” e que quem o seguir será a pessoa mais feliz do mundo. Nada disso! São apenas alguns passos que nos podem ajudar a sentir melhor mas que, no entanto, não dispensam que se procure ajuda!

 

   Guia para cuidar da saúde mental

 

     1. Exprimir os sentimentos, seja falando com alguém ou através da escrita;

     2. Praticar atividades que exijam esforço físico, pelo menos 30 minutos, 5 dias por semana (inclui idas ao ginásio, caminhadas, trabalho doméstico, etc.). O exercício físico não é apenas benéfico para a nossa saúde física nem uma questão de vaidade, como também é importante para a nossa saúde mental, uma vez que melhora a autoestima e ajuda a dormir melhor;

     3. Fazer uma boa alimentação, equilibrada e saudável;

     4. Limitar o consumo de bebidas alcoólicas. “Beber para esquecer” pode ser o lema de muitos, mas na verdade, esse “esquecimento” é apenas temporário. Quando o efeito do álcool termina, os problemas voltam, desta vez acompanhados por mal-estar físico;

     5. Manter/reacender o contacto com familiares e amigos (pessoas que nos façam sentir bem);

     6. Pedir ajuda, seja à família e/ou amigos, seja a profissionais. Cada um reage às mesmas situações de forma diferente. Por vezes, essas situações deixam-nos de tal forma exaustos, física e mentalmente, que temos dificuldade em lidar com elas. Admitir que não conseguimos lidar com essas situações sozinhos e pedir ajuda não é motivo de vergonha, antes um ato de coragem. Para além de estarmos a expressar o que sentimos, o que nem sempre é fácil, as pessoas a quem pedimos ajuda vão mostrar-nos os nossos problemas sob perspetivas diferentes, mostrando que, talvez, eles não sejam um "bicho de sete cabeças" como julgávamos e que é possível resolvê-los;

     7. Fazer uma pausa da rotina, sejam apenas 5 minutos, um dia ou um fim de semana, por exemplo. Esse tempo pode ser aproveitado para não fazer nada, apenas respirar fundo e descansar, ou para fazer exercício ou dedicar algum tempo ao que nos faz sentir bem;

     8. Dedicar algum tempo a novos e velhos passatempos: permitem esquecer os problemas, aumentam a autoestima e podem ser uma forma de expressão;

     9. Auto aceitação: um dos passos mais difíceis, mas dos mais básicos e importantes. Não há duas pessoas iguais, aceitar o que nos diferencia dos outros, seja a aparência, conhecimentos ou capacidades, por exemplo, e não nos compararmos com o vizinho, pode ser bastante complicado, mas é fundamental para nos sentirmos melhor connosco e com o que está à nossa volta;

     10. Cuidar dos outros, através do voluntariado, por exemplo. Cuidar dos outros, não só permite conhecer pessoas novas ou manter contacto com pessoas já conhecidas, como também nos faz sentir úteis e com valor. Ouvir os outros e conhecer as suas histórias pode ser uma grande ajuda para lidar com os nossos próprios problemas ou, até, para aprender a relativizá-los.

 

     Para terminar, a saúde mental é algo a que devemos dar tanta ou mais atenção quanto à que damos à nossa saúde física e ao nosso aspeto. Apesar de ainda existir um grande estigma em volta deste assunto, fazer dele uma prioridade de todos, incluindo do Governo, e um tema a ser discutido desde cedo é muito importante. Os problemas que podem surgir quando não se dá atenção à saúde mental dizem respeito a todos nós, uma vez que não escolhem as suas “vítimas” de acordo com o seu género, idade, localização geográfica ou pelo valor da sua conta bancária; são algo que pode bater à porta de cada um de nós!

 

Sem Título.png

 

    Fontes

     Serviço Nacional de Saúde – Dia da Saúde Mental 

     Calendarr – Dia Mundial da Saúde Mental

     Federação Mundial para a Saúde Mental – Quais são os problemas mentais (em inglês) 

     Federação Mundial para a Saúde Mental – Como cuidar da sua saúde mental (em inglês) 

Resenha Literária: As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café

08.10.21 | A Miúda

1.png

 

     Ultimamente, tenho-me dedicado à leitura de vários livros em simultâneo, algo que sempre me causou alguma confusão, mas que tem corrido, surpreendentemente, bem. Nunca percebi como é que há pessoas que conseguem ler tantos livros ao mesmo tempo, mas descobri que com organização, ou com o simples hábito de ter um livro sempre à mão para aqueles momentos “mortos” do dia a dia, isso é possível!

     Os romances contemporâneos são um estilo literário que, por vezes, me deixa hesitante acerca da sua leitura. Para mim, parecem-me sempre iguais. Independentemente de quem escreve o livro, do tema ou do estilo de escrita, nos romances, em especial os contemporâneos, acontece sempre o mesmo: duas pessoas conhecem-se, apaixonam-se, separam-se e, possivelmente, voltam a reencontrar-se. Apesar de não ser o género que mais interesse me desperta, considero-o uma alternativa excelente para quando estou a ler livros mais pesados ou para quando sinto que preciso de fazer uma pausa nas leituras. Concluindo, são aos quais eu mais tenho recorrido para arejar e desanuviar.

 

   A Autora

 

     Psicóloga de formação e de profissão, Agnès Martin-Lugand, a autora do livro “As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café”, é uma escritora francesa de romances e este foi o seu primeiro livro escrito e publicado. Apesar de ter sido recusado por várias editoras, Agnès publicou-o por conta própria e rapidamente foi um sucesso. O seu segundo livro traduzido para português, “A Vida é Fácil, Não te Preocupes”, é uma sequela do “As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café”.

 

   Sinopse

 

     A protagonista chama-se Diane, uma mulher que após a perda do marido, Colin, e da filha de ambos, Clara, num acidente de viação, se fecha em casa e entra em depressão. Passado um ano após os acontecimentos trágicos, decide reagir, deixando a cidade de Paris para se instalar numa pequena aldeia da Irlanda com o objetivo de encontrar alguma paz.

     Instalada naquela que será a sua nova casa durante algum tempo, é recebida, de forma alegre e simpática, por quase todos os habitantes da aldeia. A exceção é Edward, o seu vizinho pouco amável e agressivo.

     Apesar de ninguém nessa aldeia conhecer o motivo que levou Diane até à Irlanda, serão os seus moradores (incluindo Edward!) a resgatá-la da depressão em que se encontra, a dar-lhe novas razões para sair de casa e a dar-lhe forças para continuar com a sua vida.

 

     História

       ➙ Apesar do acontecimento trágico que dá origem a esta história, o livro é bastante leve e cativante;

       ➙ Ao mesmo tempo, a forma como esse acontecimento é descrito e como é integrado na narrativa, aproxima o leitor da personagem principal, fazendo-o sentir a dor da perda;

       ➙ Os acontecimentos são descritos com pormenor e de forma coerente.

 

     Nota importante: Para os que não gostam de livros com cenas eróticas, este não tem nada disso. Apenas uma cena se aproxima disso, mas não descreve nada com muito pormenor nem é uma cena muito longa (apenas 3 a 4 linhas).

 

     Personagens

       ➙ Diane é a personagem principal, a sua depressão e necessidade de se afastar dos lugares que lhe trazem memórias da família que perdeu são os motivos para a sua mudança temporária. Durante o tempo que passa noutro país, aprende a tornar-se independente e a resolver os seus próprios problemas, à medida que vão surgindo. É uma personagem forte, que sabe o que quer e que não tem problemas em pedir justificações, e é, ao mesmo tempo, impulsiva, agindo primeiro e pensando depois;

       ➙ Edward, o vizinho de Diane, é um homem de poucas palavras, rude e pouco amável. Ainda assim, é quem salva Diane de situações perigosas e quem cuida dela. Perto do final do livro, percebemos o porquê de ele não ser muito simpático;

       ➙ Félix é o melhor amigo de Diane e o seu grande apoio. É ele quem cuida dela após o acidente e está ao seu lado em qualquer situação. É descrito como um homem lascivo, que gosta de passar as noites em bebedeiras e rodeado dos seus “amigos”;

       ➙ Todas as personagens são descritas de forma realista, tornando umas simpáticas e outras repulsivas.

 

     Ideias principais

       ➙ Este é o típico romance de inimigos que se tornam amantes, quase que do dia para a noite. Penso que a autora podia ter dado mais “substância” a essa passagem em vez de a tornar tão imediata e óbvia;

       ➙ O final não é o típico “e viveram felizes para sempre”, o que me deixa feliz e triste ao mesmo tempo

                    º Diane e Edward não se voltam a encontrar, ela continua a gerir o seu café literário e a fazer o seu luto. Isso mostra que ela não precisa de ninguém para cuidar dela nem para a fazer feliz; Diane consegue encontrar uma força dentro de si que a torna capaz de fazer isso sozinha;

                    º No entanto, o final deixa em aberto todas as possibilidades: Edward e Diane podem continuar separados e cada um segue o seu caminho ou reencontram-se e seguem vidas conjuntas; Diane pode manter-se em Paris ou voltar à Irlanda.

Dia Mundial da Música

01.10.21 | A Miúda

     A música é a arte de expressar emoções através da combinação de sons. Ela tem o poder de nos deixar felizes ou tristes, de nos fazer viajar no tempo ou de despertar memórias que podiam estar esquecidas. O Dia Mundial da Música celebra-se hoje, dia 1 de outubro!

     Independentemente do género musical favorito, a verdade é que a música está em todo o lado: na rádio, na televisão, na rua. Sem ela, os filmes não seriam capazes de captar tanta atenção. Sem ela, muitos não teriam companhia nas viagens de carro. A verdade é que, sem ela, a nossa vida não teria qualquer cor.

 

     Quando penso na música, penso nas (curtas) viagens de carro que fazia em direção à escola ou a casa dos meus avós. Não sendo apreciadora de uma boa parte da música que se faz hoje em dia, na altura o rádio do carro não saía da RFM (quando esta estação ainda passava alguma coisa em condições) e aquela canção que me lembro de ouvir mais vezes e que ainda hoje quando toca na rádio me faz recuar no tempo com um sorriso de orelha a orelha é “Nowhere Fast” dos Fire Inc., do filme Streets of Fire.

 

     Entretanto, chegamos a 2009 e aparece aquela famosa série de TV, cheia de drama e comportamentos questionáveis e que, ao mesmo tempo, transborda música e talento: Glee. Glee foi, talvez, a primeira série que segui com grande entusiasmo. Independentemente dos atores e do tipo de personagens que representavam, a grande parte deles, de cada vez que abria a boca para cantar, faziam-me abrir também a minha, mas de admiração e espanto. Esta série deu-me a conhecer canções que nunca ouvira antes e artistas que desconhecia por completo. Para quem não conhece, Glee é uma série que retrata o dia a dia de uma escola, a McKinley High School, e os dramas, amores e desamores dos membros do Glee Club, um grupo coral. De todas as canções que fazem parte da série, a minha favorita é Songbird, originalmente do grupo Fleetwood Mac, aqui interpretada pela brilhante Naya Rivera.

 

     Entre as viagens de carro e a série Glee, devo o meu gosto pela música ao padre da freguesia que tinha o hábito de “transformar” algumas celebrações em musicais autênticos. Também ele criou uma mini-escola de música na aldeia para ensinar os miúdos a tocar guitarra (mas que, verdade seja dita, não teve grande sucesso).

 

     E, depois, chegou a música clássica, de mansinho e sem avisar. Por favor, não me venham dizer que a música clássica é coisa de velhos ou de quem não tem piada nenhuma. Sabiam que algumas canções de artistas recentes são inspiradas em obras clássicas? Por exemplo, comparem Little Me das Little Mix com Pavane, Op. 50 de Gabriel Fauré. E se acham que a música clássica é uma seca, procurem no Youtube concertos de André Rieu que, para além de deixarem a plateia com um enorme sorriso no rosto ou lágrimas nos olhos, tem a capacidade de unir gerações (por exemplo, este vídeo).

     O meu amor pela música levou-me a entrar, em 2012, para uma das maiores escolas que pode haver para quem quer aprender música e por onde passam grandes artistas: uma banda filarmónica! E o que são bandas filarmónicas? De forma simples, são orquestras sem instrumentos de cordas e que tocam tudo e mais alguma coisas, desde música clássica, banda sonora de filmes ou, até, versões de músicas mais populares.

 

     Seja qual for a preferência, a música, tal como as outras formas de arte, é algo que deve ser aproveitado e celebrado. Boas músicas!